#Escapes: Fernando de Noronha, o paraíso brasileiro

Por Cacá Filippini

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Foto Arquivo Pessoal

Na poltrona do avião, desperto de um breve cochilo ao sentir que o processo de descida começou. Abro a janela e ali está o Morro dos Dois Irmãos, cercado por um mar cor turquesa que mistura o azul e o verde de forma pouco vista por meus olhos antes. Tudo conversa lá de cima, cores, formas, céu, nuvens e a sensação de “UAU” toma conta de mim e de todos ali, que não hesitam em comentar a vista e vibram com a chegada ao paraíso.

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Vista aérea da chegada ao arquipélago de Fernando de Noronha / Foto Arquivo Pessoal

Para minha surpresa, eis que surge a voz do comandante que anuncia: “Preparem-se para nossa chegada ao paraíso chamado Fernando de Noronha!”

Mas antes de mais nada, vamos entender algumas coisas que eu mesma, descobri ao chegar lá. Até o momento, apenas duas companhias aéreas chegam à Ilha, via Recife. São de 4 a 5 vôos diários, podendo em alta temporada, chegar a 6 vôos. No meu caso, embarquei em Guarulhos e não precisei nem trocar de aeronave para seguirmos de Recife à Noronha.

Fernando de Noronha é um arquipélago brasileiro do estado de Pernambuco. Formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica que ocupam uma área total de 26 km² — dos quais 17 km² são da ilha principal — banhados pelo Oceano Atlântico.

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Logo na chegada, antes mesmo da restituição das bagagens, passamos por um posto fiscal, onde temos que pagar a taxa de Preservação Ambiental – TPA, cobrada pelo Ibama. Essa é cobrada de acordo com os dias de permanência na Ilha. O valor da taxa é R$ 68,74 por dia e deve ser pago no aeroporto no momento do desembarque ou pela internet. Vale também dizer que, caso você precise voltar mais cedo pra casa, será restituído do valor pago, da mesma forma, que ao estender, terá que pagar a diferença para sair da Ilha.

Outra taxa que deve-se estar preparado para pagar é da EcoNoronha, empresa que ganhou a licitação para dar apoio á visitação ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, tendo ICMBio como órgão fiscalizador. Os valores são de R$89 para brasileiros e R$178 para estrangeiros. O valor pago te dá acesso há 10 dias de visitação e pode ser pago no local ou pela internet.

Meu conselho para quem quer evitar as longas filas na chegada é antecipar todos os pagamentos pela internet e apresentar os comprovantes.

Filas superadas. Partiu, paraíso! Peguei minhas malas e fui ao encontro do meu receptivo. Do aeroporto, fomos direto para a pousada.

Minha hospedagem em Fernando de Noronha

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Piscina da Pousada Maria Bonita /Foto Carol Sábio

O rústico contemporâneodo mix de materiais naturais em cores neutras enaltecia a beleza do artesanato nordestino, com peças raízes, tramas e texturas que traduziam a linguagem de elegância e simplicidade da Pousada Maria Bonita, meu destino. Bem posicionado, o local encontra-se praticamente no Centro da Ilha, o que facilita muito. Também oferecem facilidades como transfer do aeroporto-pousada-aeroporto e passeios.

Na realidade, organizei a minha agenda antes mesmo de chegar lá com a assistência do concierge. Outro ponto importante para quem quer curtir o máximo da estada é depender menos do celular. Não são todos os lugares que funcionam bem e nem todas as operadoras.

Reserve o momento para realmente curtir o que o lugar oferece. Se conecte à paz e a tranquilidade do pôr do sol, seja praticando Stand Up Paddle na Praia da Conceição ou contemplando-o de um dos bangalôs do Bar do Meio saboreando um delicioso ceviche com vinho branco.

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Sunset no Bar do Meio / Foto Arquivo Pessoal

Escape pelos mares de Noronha e percorra as mais belas praias com a companhia dos golfinhos rotadores, espécie da região que é protegida ativamente pelo ICMBio e que rouba a cena quando aparecem. Maaaaas atenção…

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#Escapes: Que tal aliviar o estresse flutuando?

Primeiramente, a natureza tem suas regras, então os golfinhos aparecem quando querem. Posso arriscar dizer que fui privilegiada em vê-los todos os dias em que sai de barco, sem exceção. Porém muitos não têm a mesma sorte que eu. Outro item super importante: JAMAIS pule do barco para nadar com os golfinhos. Embora sejam dóceis, estamos dentro de um parque de preservação ambiental e a interação não pode ser “forçada” pelo homem. É proibida por lei. Há multas e até expulsão da Ilha. Mas se você já estiver nadando e os golfinhos chegarem, desfrute do momento.

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Foto Arquivo Pessoal

A bordo da embarcação Maria Bonita VI, visitei praias distantes e almocei em frente ao Sancho, eleita uma das melhores praias do mundo! Que dia!

Atracados próximos à areia, com snorkel e nadadeiras, passei horas observando peixes de diferentes espécies entre os rochedos vulcânicos e na companhia do guia local, Raphael Araújo, que está na ilha há oito anos, os quais três foram dedicados a mostrar aos visitantes as belezas que a ilha reserva.

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Durante mergulho na Praia do Sancho / Foto Raphael Araújo

Com Rapha, também explorei a ilha por solo, através da Trilha do Parque Nacional e os pontos mais visitados. História de outras épocas, curiosidades do local, disposição de sobra, muita risada e ainda cliques e mais cliques!

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#Escapes: Minha fuga secreta próxima à cidade

Tivemos pôr-do-sol, nascer do sol do Piquinho, Baia dos Porcos, Ponta do AirFrance, Sancho no mar e na terra, e outras tantas caminhadas. Lá recomendo chapelão ou boné, proteção solar, muita hidratação, calçados confortáveis, repelente (se for sensível a insetos) e memória livre no celular ou na máquina. Lanches leves ou frutas também são boas pedidas para quem quer curtir mais o dia. Só não esqueça de levar todo o lixo com você!

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Contemplação do nascer do sol em Piquinho / Foto Arquivo Pessoal

Para a noite, reserve um espacinho extra na barriga e mergulhe na mesa farta do Festival Gastronômico do Zé Maria. A partir das oito e meia da noite, Zé Maria recebe seus clientes com dezenas de pratos que vão de salada e comida japonesa a todos os tipos carnes e a famosa Paella. E se engana quem acha que para por aí, há ainda uma mesa do mesmo tamanho, repleta de sobremesas.

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Cacá Filippini e Zé Maria idealizador do famoso Festival Gastronômico / Foto Arquivo Pessoal

Para fechar a noite, um karaokê onde ganha quem pior cantar. Confesso que eu arrisquei, fui forte concorrente ao prêmio, mas houve quem me superasse na pior interpretação da música (risos). Por ser tradição, às quartas e sábados é preciso garantir sua reserva antecipadamente.

Embora eu pudesse escrever um livro das experiencias que lá vivi, vou parando por aqui. Por enquanto… Mas mostro um pouquinho desse meu ESCAPE no vídeo feito por Cojack Matias e volto com outras surpresas nos nossos próximos encontros. Enquanto isso, faça menos do mesmo e viva melhor e não deixe de compartilhar as suas escapadas usando #ESCAPES.

Vídeo por Cojack Matias