Dezembro Laranja: você conhece os tipos de câncer de pele?

Por Thais Bello

Tipos de câncer de pele
Foto Shutterstock

Começou o Dezembro Laranja no Brasil. Trata-se de uma campanha feita todos os anos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, estrategicamente no verão. Isso porque a maior causa dos tipos de câncer de pele é a exposição solar exagerada e as queimaduras solares.

Nós, dermatologistas, também gostamos do sol. Além de ser fonte de vitamina D, pessoas que vivem em países de maior incidência solar são mais felizes que as que tem pouco sol durante o ano. O sol também eleva os níveis de serotonina e ajuda a regular o ciclo do sono. É fato: ele faz a vida mais gostosa.

Mas como acontece com tudo que é bom, o excesso pode ser prejudicial. A exposição exagerada pode ser perigosa, causar mutações no DNA das células da pele, que vão se acumulando até que aquelas células comecem a se dividir de maneira descontrolada. Isso é o câncer de pele.

Dependendo de qual tipo de célula está se multiplicando, temos um tipo diferente de câncer de pele:

– Se as células mais externas da pele, chamada camada espinhosa, teremos um carcinoma espinocelular.

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– Se as células da camada um pouco mais profunda da epiderme, a chamada camada basal, teremos um carcinoma basocelular.

– Se as células que estão se dividindo forem as que produzem a melanina, que dá a cor da pele, teremos um melanoma.

Como é o carcinoma?

O carcinoma de pele em geral aparece como uma bolinha nova que não vai embora, que aumenta, ou uma feridinha que não cicatriza. Pode ser vermelho rosado ou, às vezes, escuro, de cor castanho-acinzentada. Em alguns casos, pode ter uma casquinha por cima.

E o melanoma? Como é?

O melanoma em geral se parece com uma pinta (ou sinal) e pode chamar a atenção por ser diferente das outras pintas ou pelo seu comportamento, já que, diferente das pintas comuns, ele costuma se modificar – escurecer, clarear, ferir ou crescer. Na maior parte das vezes é escuro por causa da melanina, podendo ter uma ou muitas cores que variam do castanho claro ao marrom escuro, preto, cinza azulado, algumas vezes esbranquiçado ou avermelhado. Mais raramente podem existir melanomas sem melanina.
Examine a sua pele, peça pra alguém olhar os lugares onde você não consegue ver e , na dúvida, procure um dermatologista.
Os carcinomas são os mais comuns (95% dos casos), mas em geral são menos agressivos, podendo ser curados na maior parte das vezes com uma única cirurgia. Os melanomas, por sua vez, são mais raros correspondem a menos de 5% de todos os cânceres de pele, mas são mais agressivos e podem necessitar de tratamento mais complexo.

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Além do câncer de pele, o sol em excesso causa manchas, perda do colágeno e o envelhecimento da pele. A exposição solar excessiva e sem proteção também pode ser prejudicial para a saúde dos olhos e contribuir para o surgimento de pterígio e catarata.

É exatamente por isso que o lema da campanha do Dezembro Laranja é “se exponha, mas não se queime”.

Nos próximos textos desse mês vamos falar mais sobre esse assunto e sobre proteção solar! Quem se anima?

Se você tem perguntas, pode me escrever no instagram @drathaisbello!!

Beijo grande!

Thais Bello

*Thais Bello é médica dermatologista, formada pela Faculdade de Medicina da USP, com residência médica no Hospital das Clínicas (USP) e mestrado em Oncologia pelo Hospital do Câncer (A.C Camargo), em São Paulo.