“Me cobrava muito para estar magra e malhada”, conta Nanda Costa

Por Camila Borowsky

Foto Brunno Rangel

Quem acompanha Nanda Costa pelo Instagram sabe que ela não veio para este mundo a passeio. A atriz, hoje no ar como a Maura na novela Segundo Sol (Globo), gosta de aproveitar a vida na máxima potência – e sempre cheia de bom humor – até mesmo nos seus treinos.

Pilhada, ela revela que às vezes sai das gravações tão acelerada que precisa suar a camisa para descansar. É mole? Confira abaixo o que Nanda contou na WH de julho!

Entrevista com Nanda Costa

Nós te acompanhamos pelas redes sociais e vemos que tem treinado muito…

Demorei para achar um esporte que amasse. Sempre fui ativa. Desde criança remava, jogava bola, fazia capoeira. Tive uma infância bem livre, até por morar em Paraty (RJ) e na minha rua não passar carro. Ficava por ali, brincando.

Mas eu nunca curti academia. Nunca tive estímulo. Acho que pela música que tocava, pelas pessoas se olhando no espelho o tempo inteiro. Faziam uma série e olhavam para ver como tinha ficado o abdômen. Às vezes a pessoa carregava um peso absurdo, se machucava, para olhar no espelho e ver se o músculo tinha ficado definido. Isso me dava uma agonia, porque é legal também ver o processo e se divertir.

Então, quando encontrei o Jun Igarashi, eu estava precisando ficar bem sarada para viver a Tuane na novela Império (Globo). Quando fui fazer essa personagem, eu vi que precisava malhar. Cheguei no Jun e disse que tinha que ficar seca em três meses. Falei que queria treinar todo dia. E ele disse: “Você não vai treinar todo dia porque vai acabar se machucando. A gente ganha também no descanso”. E ainda completou que eu chegaria no meu objetivo treinando três vezes por semana, sem pressa, com uma boa alimentação e foco.

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Comecei e, de repente, nem estava mais pensando no resultado. Eu saía tão feliz do treino que não conseguia mais me ver sem o Jun. Fiquei com medo de ser fogo de palha, mas estou lá há quatro anos e meio e realmente não me vejo sem esse treinamento.

O Jun é faixa preta em aikidô, especializado em pilates e funcional e treinava a seleção olímpica de levantamento de peso. Então ele saca de tudo um pouquinho. Com o resultado, quase ninguém perguntava do meu trabalho na época, só queriam falar do corpo, que ficou muito definido.

Com ele nunca é monótono. Há dias que treino força, outros cardio, outros coordenação. Eu amo! Além dele, hoje também tenho feito aulas com o Daniel Hortegas, que é bicampeão mundial em jiu-jítsu, treina MMA e luta. Comecei a treinar com ele defesa pessoal para essa personagem, a Maura, e também muay thai. Hoje revezo os dois. Um dia Jun, um dia Dani. Treino de quatro a cinco vezes por semana. E, quando não dá na semana por conta das gravações, vou sábado ou domingo.

Para você, qual o melhor turno para exercícios?

Lá pelas 7h30, 8h. Mas sempre dá para conciliar com as gravações. Às vezes o Jun abre uma exceção. Termino de gravar às 21h e ligo: “Jun, quero treinar!”. Às vezes a gente sai da gravação com tanta coisa na cabeça que, quando treina, dá até uma descansada.

Você é a pessoa que sai à noite e consegue treinar no outro dia de manhã?

Sim, mas nem sempre. Depende da intensidade da noite [risos]. Mas geralmente eu consigo, sim.

Qual tem sido o foco do seu treino hoje?

Estou curtindo muito o muay thai. A gente treina foco o tempo inteiro e não fico pensando em um resultado. Acho que a maturidade vem trazendo isso. Antigamente eu me cobrava muito para estar magra e malhada. Era gordinha e tenho facilidade para ganhar peso. É difícil achar alguma imagem minha dessa época porque eu não queria sair em foto.

Não acabou por aqui, não! Se você quer conferir a entrevista com Nanda Costa na íntegra, garanta sua revista nas bancas mais próximas ou adquira a edição digital da WH Brasil de julho aqui!