Esta técnica inusitada promete ajudar a parar de roer unhas

Por Redação WH EUA

parar de roer unha
Foto Shutterstock

Hora da confissão: minhas mãos são terríveis. Apesar de ter deixado meus 20 anos quase sem hábitos ruins, parar de roer unhas nunca foi uma conquista. Além de ficar o tempo todo com os dedos enfiados na boca, o que não é nada atraente, a mania não traz qualquer benefício.

Anos e anos de roídas deixaram as minhas unhas tão frágeis que elas se despedaçam como camadas de massa folhada. E quando seu dentista consegue dizer que você é uma roedora de unhas simplesmente olhando para os seus caninos, você sabe que a situação está feia.

Não é como se eu nunca tivesse tentado. Cheguei a experimentar o esmalte com sabor horrível, pintei-as com o vermelho mais chamativo que existe, até mesmo as enrolei em curativos para me impedir de chegar até elas. Mas, além do gosto amargo na boca, nenhuma providência funcionou para transformar meus tocos em garras.

Então, quando li que hipnoterapia poderia ajudar, eu fui toda ouvidos. Nos últimos anos, ela ganhou inúmeros pesquisadores sobre o tema e se transformou numa opção viável para ansiedade e desordens relacionadas ao estresse.

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Estudos sugerem que a hipnoterapia pode auxiliar no tratamento de insônia, dor crônica e até mesmo problemas digestivos. Uma pesquisa publicada no internacional The Lancet Gastroenterology & Hepatology descobriu que três meses de hipnoterapia bastaram para acalmar os sintomas de pacientes com síndrome do intestino irritável por até nove meses após o tratamento.

Como foi a hipnoterapia para parar de roer unhas

Eu meio que esperava um relógio de bolso em movimento de vai e vem e uma voz avisando que eu ficaria com muito, muito sono. Mas a hipnoterapia é, na verdade, uma forma de terapia falada, e eu fiz muito disso na minha primeira sessão com a hipnoterapista Malminder Gill.

Entendi meus gatilhos (que vão desde um dia estressante até assistir a uma maratona da Netflix com as mãos desocupadas) para entrar na minha saúde mental e emocional. Eu sou uma perfeccionista de carteirinha, com histórico de ansiedade e ataques de pânico, e Malminder sugere que meu hábito poderia ser uma manifestação física da minha ansiedade – um mecanismo possivelmente ativado por um momento de medo na minha infância. Foi uma associação que eu nunca havia feito antes, mas teve sentido.

A hipnoterapia na prática

Depois é a hora da verdadeira hipnose. Eu sou cética por natureza, então realmente não imaginava que funcionaria, mas, de qualquer forma, estava determinada a fazer acontecer.
Deitei em uma cama, e Malminder começou a falar em uma voz calminha. Ela me fez visualizar meus padrões como roedora de unhas, seguido de um novo padrão para substituir o antigo. Enquanto ela enchia minha mente com essas sugestões positivas, descrevendo minhas unhas crescidas e lisinhas, eu me rendi às suas palavras – queria que desse certo.

Após a consulta, tive como tarefa de casa uma meditação diária, visualização e exercícios de respiração. A teoria diz que melhorando minha atenção, assim como reduzindo os sintomas de ansiedade, eu poderia diminuir meus gatilhos.

Cerca de 45 minutos depois, percebi que meu mindinho esquerdo estava descansando na minha boca enquanto eu aguardava pelo metrô. Esse início diminuiu minhas expectativas, mas persisti com a minha rotina matinal de meditação.

Então, foi assim que me saí na missão de parar de roer unhas

Ninguém ficou mais surpreso do que eu quando, três semanas depois, pontinhas apareceram nas minhas unhas. Eu certamente não me senti nada diferente e não percebi nenhuma alteração nos meus níveis de ansiedade, mas a meditação em áudio de Malminder é um lembrete diário do meu objetivo. Sinto-me muito mais atenta às minhas unhas, então, quando as encontro entre meus dentes, me forço a parar.

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Se esse aumento de atenção foi devido à hipnose ou ao fato de eu ter ido buscar ajuda (“são ambas as coisas”, diz Malminder) não importa para mim. Eu só sei que funcionou. Três meses depois, minhas unhas estão compridas e saudáveis – tanto que precisam ser cortadas com frequência. E, num casamento recente, um estranho comentou que minhas mãos eram muito elegantes (elegantes!). Ao que tudo indica, estou arrasando!