Ciência aponta por que mulheres vivem mais que os homens

Por Ana Paula Ferreira

Mulheres vivem mais que os homens
Foto Shutterstock

Uma pesquisa recente apontou que as mulheres vivem mais que os homens. O motivo? Os efeitos protetores que o estrogênio tem sobre os cromossomos.

Vamos explicar: um dos nossos melhores indicadores de longevidade é o comprimento dos telômeros. Trata-se do conjunto de informações genéticas nas pontas dos cromossomos.

O estudo feito pela University of California (EUA) sugere que o estrogênio estimula a atividade de uma enzima que ajuda a aumentar os telômeros. Assim, a expectativa de vida da mulher acaba sendo prolongada.

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Além disso, acredita-se que níveis mais altos do hormônio ajudem a manter o sistema cardiovascular em bom estado de funcionamento e a promover ossos mais saudáveis.

Com essa pesquisa, adiciona-se outro benefício do estrogênio para a mulher: a possibilidade de proteger os telômeros. Elissa Epel, principal autora da tese, afirma que “alguns estudos experimentais sugerem que a exposição ao estrogênio aumenta a atividade da telomerase, a enzima que pode proteger e alongar os telômeros”.

Se este for o caso, manter os níveis de estrogênio pode se tornar mais importante para as mulheres à medida que elas atingem a menopausa e seus níveis hormonais caem.

Existem outros motivos pelos quais as mulheres vivem mais?

Em média, as mulheres vivem cerca de cinco por cento a mais do que os homens em todo o mundo. O motivo apontado pelos especialistas são diferenças ambientais ao longo dos anos. Segundo eles, os homens são mais propensos a beber e fumar mais. Além disso, eles também têm maior risco de desenvolverem doenças cardíacas.

Contudo, acredita-se que até 2032 não existirá mais essa lacuna, à medida que as taxas de tabagismo e consumo caem e se nivelam para os dois gêneros.