FERNANDA MACIEL

“O verdadeiro troféu”


Ultracorredora de elite e montanhista “casca-grossa”, Fernanda nasceu em Belo Horizonte (MG), onde aprendeu desde cedo a ginga da capoeira, herança de família. De lá para cá ela multiplicou seu repertório esportivo somando 38 anos de ousadia e superação – e algumas reinvenções de si mesma. De advogada especialista em causas ambientais, ela seguiu seu instinto pelos caminhos da corrida de aventura e pelas trilhas do trail running. Hoje acumula feitos e troféus de destaque na cena mundial, como a vitória no disputadíssimo Ultra-Trail Mt. Fuji, prova com desafiantes 169 km. Seu perfil obstinado, divertido e destemido cravou Fernanda como ícone na modalidade. É algo que a impulsiona não apenas ao topo dos pódios como ao cume de montanhas emblemáticas: do Kilimanjaro, montanha mais alta da África (5.895 metros), ao Aconcágua, ponto máximo da América do Sul (6.962 metros), onde se tornou a primeira mulher na história a subir ao pico e descer à base em menos de 24 horas.

“NÃO CONSIGO pensar em presente melhor depois de uma prova do que um par de Havaianas. Bom, estes são os meus pés falando – e eu tenho que ouvi-los. Afinal, dependo deles para encarar as competições por etapas e os projetos em alta montanha que têm dominado minha rotina nas últimas duas décadas. Para quem não sabe, isso significa correr por longas distâncias e por vários dias seguidos, em lugares onde sofro sérios riscos de lesões graves ou até de congelamento dos dedos.

Depois de um dia intenso de trilha, poder descansar os pés de verdade, deixando-os respirar um pouco, acaba sendo, sem nenhum exagero, parte essencial do sucesso ou do fracasso de um desafio. Senti isso na pele quando decidi quebrar o recorde feminino de travessia no autêntico Caminho de Santiago de Compostela. Completei a missão depois de percorrer 860 km em dez dias. No fim de cada jornada diária
(o que alcançava uns 90 km), lá estava meu par de Havaianas me esperando para o tão sonhado repouso.

É a mesma estratégia que usei nas edições da Marathon de Sables, um dos eventos mais exigentes do universo competitivo do trail running. Depois da largada, você precisa cruzar em seis a sete dias cerca de 250 km pelo Deserto do Saara (o que equivale a seis maratonas). Acho que dá para imaginar a alegria dos meus pés a cada noite fora do par de tênis. Também me lembro muito bem do conforto das minhas Havaianas viajando pelos Himalaias, na Ásia, ou me aclimatando no Aconcágua, na Argentina. Em provas extremas ou em desafios definidos por pequenos detalhes, em meio a lugares selvagens, cada grama de peso faz (muita) diferença.

Na Everest Trail Race, prova anual que rola no Nepal, corro com o mínimo permitido pela organização, ou seja, apenas 4 kg. Até o cabo da escova de dentes eu corto para economizar peso! Mas sempre acho espaço para o meu par de Havaianas. Explico: o percurso é extremamente técnico, o que me obriga a proteger os pés com “botas” de esparadrapo por debaixo do tênis. Só assim consigo saltar em velocidade sobre um chão de pedras soltas com um pouco mais de segurança. O resultado disso depois de alguns dias não é nada bonito de se ver. Meus pés ficam praticamente em carne viva, e, para curá-los, nada melhor do que algo que os proteja do contato com o solo, deixando as feridas secarem.

Já durante a subida em tempo recorde rumo ao Aconcágua, arrisquei correr com tênis e botas mais finas do que o indicado visando a performance. Em altitudes elevadas e com termômetros bem baixos, isso quer dizer assumir o risco de congelar alguns dos dedos – o que, aliás, já aconteceu, mas consegui recuperá-los a tempo. De volta à base demontanhas altas como essas, eu não tenho dúvidas do que usar quando preciso deixar meus pés ao sol.

Pois é, já deu para ver que por trás dos títulos e das conquistas tem muita ralação. E nem sempre o resultado é, logo de cara, o que a gente espera. Mas lá no fundo eu
sei que há sempre um troféu garantido me esperando depois da chegada (minhas Havaianas, oba!). Olha aí meus pés sussurrando de novo. Bom, não tenho saída: preciso ouvir o que eles têm para dizer.”

É A SUA VEZ!

Você também tem um caso incrível com as Havaianas para compartilhar?

DESCANSO (MAIS QUE) MERECIDO

FERNANDA MACIEL revela seus equipamentos certeiros para a hora do descanso

1/ The North Face ThermoBall, ,
R$ 1.490
Uma jaqueta de pluma que alia baixo peso com alta tecnologia, ideal para climas frios e essencial para minimizar a oscilação de temperatura do corpo, comum após esforços extremos.
thenorthface.com.br

2/ Oakley EV Zero Stride Prizm Trail,
R$ 620
A “cegueira da neve” (ou snow blindness), uma lesão repentina na córnea, é um risco iminente em desafios em altitude elevada. Proteger os olhos em todas as etapas das investidas é fundamental.
oakley.com.br

3/ Ekomat Ultra Mat,
R$ 220
Alongar o corpo ou praticar yoga (que vai muito além de músculos e articulações, trazendo equilíbrio mental e controle de respiração) faz parte da rotina de Fernanda onde quer que ela esteja treinando ou competindo.
ekomat.com.br

4/ Compressport Full Leg, ,
R$419,90
Este pernito de compressão facilita a recuperação das pernas, atuando na melhorada circulação sanguínea, processo chave para a reparação de danos musculares.
compressport.com.br

5/ Foam Roller Brasil,
R$ 124,90
Rolinhos de massagem são a companhia ideal para a rotina de atletas. Eles ajudam a soltar os músculos, acelerando a recuperação – e também são eficazes na hora de preparar o corpo para o movimento.
foamrollerbrasil.com.br

6/Havaianas Atena,
R$ 39,90
O visual moderno da Atena dá um toque especial a um modelo que se encaixa perfeitamente nos pés. Uma pedida certeira para usar depois do esporte.
havaianas.com.br